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Painéis de azulejos da Nazaré e Alcobaça na Estação Caminho de Ferro e praça principal, do Valado dos Frades!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Arlindo Rodrigues Varela - No Mundo das Coisas Belas



Este é mais um dos livros que Arlindo Varela traduziu de Paulo Mantegazza.
A actividade literária de Arlindo Varela foi multifacetada, mas sem dúvida que investiu muito trabalho na tradução e compilação das obras de Paulo Mantegazza.
Este volume apresenta-se como um esboço dum dicionário estético.
Foi editado pela Empresa Literária Fluminense, Lda., na Rua dos Retroseiros nº 125 - Lisboa.
Aos poucos irei tentando compilar a vida e obras de Arlindo Varela...porque pouco se sabe dele, e não é justo!

 

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Doenças que se Podem Curar sem Médico

No jornal Comarca de Alcobaça do dia 22 de Janeiro de 1949, surgia esta notícia assinada pelo Zé da Moita:
- Velho antes de tempo: Desde tempos remotos que esta doença se desenvolve na nossa terra. Dezenas de rapazes de 10, 11 e 12 anos e homens, dizem quando chega alguém conhecido: "Então não pagas nada"?
Depois de ali estarem e gastarem quase todo o ordenado, dá sempre desordem. Maus exemplos para a família. Enquanto as tabernas estão cheias a BIR está esquecida.
É por isso que na nossa aldeia os homens novos se fazem velhos antes de tempo.
Zé da Moita...colocava o dedo numa das feridas!

domingo, 8 de novembro de 2009

Porta com Monograma



Não era um hábito generalizado mas há algumas décadas, os proprietários tinham o hábito de colocar em locais mais ou menos visíveis dos seus prédios o monograma.
Na porta do nº 75 da rua Prof. Arlindo Varela, lá aparece de forma quase dissimulada o monograma: J D - José Delgado, o proprietário do prédio, meu bisavô paterno.
Não é que estes pequenos artefactos acrescentassem algo...mas pelo menos transmitiam um sinal de gosto e de diferença!



quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Inauguração da Luz Eléctrica na Estação Caminho Ferro




                                                                          
É uma notícia publicada pelo jornal Comarca de Alcobaça, em 26 de Abril de 1947.
Como imaginar a Estação do Caminho de Ferro sem Electricidade?
Ainda me apercebi da utilização de candeeiros "petromax" e mesmo a utilização de pequenos candeeiros a petróleo.
É um avanço extraordinário, que mais uma vez vem colocar o Valado. na vanguarda...como tantas vezes aconteceu!

domingo, 18 de outubro de 2009

Arlindo Rodrigues Varela - O Livro das Melancolias



Arlindo Varela foi um tradutor entusiasta do italiano Paulo Mantegazza, como referi ao traçar a biografia daquele.
Este exemplar que aqui se coloca, segundo versão de Arlindo Varela, foi editado por Santos & Vieira-Lisboa e impresso na Tip. da Empresa Literária-Porto em 1915.
Custava 300 reis, o que traduzido para preços de hoje significa que com 1 cêntimo poderíamos comprar 7 livros.
É um exemplo que traduz a grande versatilidade de Arlindo Varela!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

B.I.R. - Mudança de Sede



A vida das colectividades sempre se prendeu com dificuldades por vezes de difícil solução, e um deles é a sua localização física.
No jornal Comarca de Alcobaça de 23 de Janeiro de 1936, era notícia que a BIR se mudou para a Rua Padre Proença de Oliveira, onde hoje se situa o nº 15.
Era uma localização bem no centro da aldeia, e lembro a grande afluência de pessoas que à noite se entretinha no jogo da laranjinha, ping-pong,...
O autor da notícia assina D. X. C.,...Daniel Xavier Coelho.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Petição Mudança para Concelho de Alcobaça 1



No dia 25 de Fevereiro de 1917, a Junta de Freguesia esteve reunida em sessão ordinária.
O primeiro ponto da ordem de trabalhos, prendia-se com a exposição apresentada para a possível mudança para o concelho de Alcobaça.
"Em vista de ninguém comparecer nesta sessão a fim de tratar do assunto que ficou adiado na sessão anterior, cujo assunto se referia à mudança da freguesia para o concelho de Alcobaça, a Junta resolve não tomar conhecimento do referido assunto"...e assim se gorou uma perspectiva que parecia ter seguidores.
O porquê desta falta de comparência, é um mistério insondável!
Não se tem abordado muito esta pretensão...mas!...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Estes meus Pobres Escritos



A ti´ Carminda do Nascimento Chaves nasceu no dia 1 de Abril de 1917.
A sua vida é sempre de uma dedicação e empolgamento por tudo ao que o Valado diz respeito.
Mulher simplista envolve-se em temas onde a sua presença e contributo são precisos - na igreja, nas manifestações religiosas, nas manifestações culturais como o teatro, talvez uma das grandes impulsionadoras do rancho folclórico, as colectividades!...
O seu entusiasmo e vitalidade são contangiantes e o trabalho abrangente...participa activamente...e ainda se dedica a escrever textos, músicas,...
Pois bem, no dia 20 de Abril de 1985 publicou o livro cuja capa está representada na figura. 
Prefaciado pelo Dr. Paulo Guerra, o livro percorre em versos singelos mas cheios de sentido e envolvimento, o seu grande Amor pela terra que a viu nascer.
As pessoas, os animais, as terras , as paisagens...tudo ela quiz abraçar e abarcar!
Obrigado ti´ Carminda!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Valado dos Frades do séc. XII ao séc. XX



Estamos em 1988, e com o apoio da Junta de Freguesia, foi dado à estampa o livro cuja capa se reproduz, da autoria do saudoso Aurélio José Rodrigues de Sousa e Sérgio Leal Pedro.
É o 1º livro publicado sobre o Valado, e o seu mérito advém não só daí, mas da grande riqueza que nos transmite - é um circular, como o título nos indicia, ao longo de anos, para que as memórias se não desvaneçam.
Posteriormente outras publicações apareceram, mas o trabalho do Aurélio e do Sérgio merece-nos todos os encómios e que não devemos regarear.
Tenho o prazer de possuir um exemplar autografado pelos autores, e tive o previlégio de ter escrito o prefácio.
E se me é permitido, a melhor homenagem que julgo prestar aos autores, é transcrever aqui esse prefácio...que se mostrou premonitório e actual!

Prefácio
Comunicamos escrevendo.
Enriquecemos investigando.
Perpetuamos transmitindo.
Os homens e as coisas correm o eminente perigo de ser engolidos no sorvedouro do tempo, e perante um quotidiano que "desliza" em constante mutação, estaremos certamente ante uma fatalidade irrecuperàvel...o olvidar desses homens e suas coisas.
É preciso encontrar alguém, que disponível, investigador, desejoso do conhecimento, e do contacto com uma imensidade do saber tradicional ou não, tente evitar o esquecimento, na certeza da irreversibilidade histórica e não repetência das coisas.
Temos perante nós esse alguém e o seu trabalho.
Há que instilar-lhe ainda mais força criativa e apoio caloroso, para que não ocorra o desânimo.
Incentivemo-lo.
Outros surgirão!
Para que tal como agora não sucedeu, a fatalidade do esquecimento...não vingue!
                                        Hélio Manuel Coelho Matias


Obrigado Aurélio e Sérgio!

sábado, 29 de agosto de 2009

Valado dos Frades em Prosa


Marieta Ferreira Antunes nasceu em Valado dos Frades, em 1947 e terminou o Curso do Magistério Primário em Leiria no ano de 1965.
Professora na Amadora, foi enchendo "a gaveta" com os escritos que a pouco e pouco ia redigindo.
Em 2001 foi aceite como associada da Associação Portuguesa de Poetas e participou nos Jogos Florais da referida Associação, onde obteve prémios que prestigiaram o seu trabalho de poetisa.
O livro que foi dado à estampa em 2002, tem sómente (?!) o mérito de podermos percorrer e perceber, como era a realidade do quotidiano  Valadense, através dos anos..
Como a Marieta nos diz "são simples textos poéticos",
Mas têm a grande "riqueza" de nos permitir o contacto com algumas facetas do património etnográfico e cultural do Valado.
...E os Valadenses agradecem-lhe.






quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Tudo Começou aqui







Este é o extenso vale tifónico invadido pelo mar, e que se estendia até às proximidades de Cós, outrora visitada pelos navegadores Fenícios.
O mar entrava pela Ponte da Barca, circundava as terras mais altas, criando-se assim uma situação extremamente curiosa, praias desde o Nasce Água, Rio de Moinhos, Porto da Pedra, Ladeira da Quinta...estendendo-se depois pela zona dos Brejos, Spal...
Estamos a falar de há umas centenas de anos, até começar a longa regressão das águas para deixar a descoberto um fundo empapado por águas residuais.
A malária e outras doenças próprias destes ambientes grassavam, a agricultura era impossível, logo a fixação do homem era difícil!
É preciso esperar até ao Marquês de Pombal, para se começar a fazer o enxugo dos campos, a correcção dos leitos dos rios, as obras de drenagem e assim surgirem os férteis campos agrícolas que hão-de levar ao surgir de Valado dos Frades.