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Painéis de azulejos da Nazaré e Alcobaça na Estação Caminho de Ferro e praça principal, do Valado dos Frades!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Acendedor de Candeeiros a Petróleo

Homem em cima da escada a acender o candeeiro

O Acendedor dos Candeeiros da iluminação pública, foi oficialmente instituído no Valado através duma acta da Junta de Freguesia de 23 de Novembro de 1910: a Junta encarregou da limpeza diária no Valado, nas fontes, ruas e pequenos caminhos, bem como limpar e acender os candeeiros de iluminação pública, a petróleo, o senhor Emídio Ferreira. .
Por muito interessantes que as descrições fossem, faltava-nos um suporte fotográfico (impossível) ou de outro teor para percebermos como tudo se processava.
Felizmente o Sr. Joaquim dos Santos Ferreira deixou-nos com a sua arte e perspicácia também este instante!
É o que vemos nesta imagem em que o acendedor....que se fazia acompanhar de uma escada e um recipiente onde levava petróleo, percorria as ruas, encostava a escada aos candeeiros, limpava-os, enchia o reservatório com o petróleo e...acendia-os.
E lá ficava a iluminação pública bruxuleante a arder...até haver petróleo!


Talvez o último candeeiro a petróleo do Valado...já não existe

Foi durante anos uma relíquia, este Candeeiro a Petróleo colocado na esquina do prédio de Júlio Trindade e bem no Largo da Igreja, a qual se vislumbra em segundo plano.
O advento da electricidade levou a que todo o "romantismo" das ruas mal iluminadas e a presença do homem que todas as noites percorria as ruas da aldeia para o abastecimento de combustível, fossem obviamente perdendo qualquer interesse e acabassem por desaparecer!
A modernização não perdoou!
Claro que quem nunca viveu "à luz do petróleo" não é capaz de perceber como eram as noites passadas na semi-penumbra, e qualquer comparação com os dias de hoje colocam-nos numa realidade que não se quererá voltar a viver...será talvez o ver um filme a preto e branco e um outro multicolorido!...
Pena foi que estes antigos candeeiros não tenham sido recuperados e electrificados, de construção moderna obviamente mas mantendo toda a sua estrutura, não perderíamos em luminosidade mas ganharíamos muito mais em beleza se compararmos com milhares de "mamarrachos" que muitas vezes não são mais que simples lâmpadas penduradas em inestéticos postes de cimento.
E as autarquias se estivessem preocupadas (?!)...deveriam fazê-lo!
Curioso, é mais uma vez verificarmos que há mais de 100 anos, o Valado dispunha já duma organização que nos pode espantar face aos parâmetros que hoje existem!
É difícil idealizarmos hoje o que era essa época, mas...era a modernidade de então!


Acta da Junta de Freguesia

Bilhete Postal Ilustrado por Alberto Sousa
Acendedor de Candeeiros no Terreiro do Paço

Hélio Matias

                      

terça-feira, 16 de abril de 2013

A Página da Educação


Este é o nº 1 do jornal - A Página da Educação.
Os temas que a 1ª página aborda duma forma sarcástica, e apesar de datada 1992...mantém-se!
Os problemas da educação que desde sempre se manifestam na nossa sociedade, são-no históricamente transversais a gerações e gerações.
Parece que nunca a Educação foi interpretada e tratada com a dignidade e o peso que OBRIGATÒRIAMENTE...tem de ter!

Hélio Matias

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Mulher no Burro


A meio caminho da Nazaré para o Valado, esta mulher sozinha montada no seu burro, deve ter ido vender lenha ou pinhas à praia (Nazaré).
A razão desta conclusão prende-se com as cordas relativamente finas que caiem da albarda!
A mulher descalça...embrulhada no xaile e...com um lenço na cabeça...é tipicamente uma Valadense.
O burro que sabe o caminho e por onde deve andar, mantém um passo certo e que nada alterará.
O trânsito é diminuto e portanto não há motivos para sobressaltos ou pressas.
Esta quietude não seria possível hoje, até porque já não há burros ou...haverá?!

Hélio Matias

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Couval


Podíamos falar numa imagem quase perfeita do Valado!
Ao fundo uma arribana...a que se seguirá forçosamente uma eira (não visível pelo ângulo)...ao lado um palheirão...depois um couval e...no meio deste uma típica Valadense.
Estão aqui praticamente todos os intervenientes necessários para "codificar" o Valado.
É o milho, são as couves ...é a Valadense!
E toda a vida desta aldeia rural se processou durante décadas...ou desde a sua génese à volta desta tríada.
Hoje nada disto existe, nem este tipo de mulher.
Para melhor ou pior...o Valado está diferente!

Hélio Matias


sábado, 6 de abril de 2013

"Camionetas" de Capristano & Ferreira

Bilhete de Alcobaça para Lisboa

Este é o exemplar dum bilhete para poder circular na empresa de camionagem Capristano & Ferreira, que tendo a sua sede em Caldas da Rainha, garantia a ligação directa todos os dias entre Leiria e Lisboa, passavam pelo Valado 4 a 5 vezes por dia em cada sentido, além de outras de menor extensão e importância entre Alcobaça e Nazaré, dando também apoio ao serviço de passageiros para o caminho de ferro - fazendo a ligação com os diferentes comboios que por aqui circulavam - e colaborando com os seus funcionários no transporte das malas com o correio que do Valado dos Frades, Alcobaça e Nazaré era enviado para e do país!
Não tenho a data precisa, mas será no máximo de 1955.
O preço deste bilhete foi de 46$80 o que corresponde na moeda corrente a 23 cêntimos!
Qual o preço de hoje?!
Lamento não saber responder, mas...também nenhum destes serviços já existem!

 Autocarro de Capristano & Ferreira, marca Citroen, para o circuito 
Lisboa-Leiria, junto dum posto de abastecimento Gazo Duto

 Publicidade da Capristano & Ferreira, para Mudanças

http://restosdecoleccao.blogspot.pt

Hélio Matias