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Fachada Ocidental da Estação Caminho de Ferro do Valado dos Frades!

segunda-feira, 31 de março de 2014

Transporte Público?


A opção que ninguém deseja!

Hélio Matias

Esfolar o Coelho


Hoje provavelmente poucas oportunidades teremos para assistir à cena que a imagem mostra, e que remonta a cerca de 1971!
Há algumas décadas era frequente quando uma família desejava comer um coelho, ir logicamente à coelheira escolher a "vítima" e ali mesmo no quintal resolver todo o trabalho até o "dito cujo repousar" no tacho.
Agarravam a "vítima" pelas pernas, davam-lhe uns murros na nuca e quase instantaneamente o coelho...morria.
Depois, a dona da casa ajudada por outra pessoa procedia ao seu esfolar, que consistia em retirar a pele que com alguma habilidade saia por inteiro...e que depois de seca ao Sol, poderia ser vendida a compradores que periodicamente passavam no Valado para as levar para a indústria de "pelaria".
Tiravam-se também os orgãos não aproveitáveis e tínhamos o coelho pronto para o referido tacho.
Claro que hoje os talhos apresentam-nos já o produto final, sem passarmos pelo presenciar de todo este "bárbaro" trabalho.
Há um processo novo de resolver determinados problemas e...ainda bem!

Hélio Matias

sábado, 29 de março de 2014

"Velho Leão"...Churchill


Winston Churchill, 90 anos, o "Velho Leão", morreu na sua cama, depois de um derrame cerebral. Tinha 90 anos. Filho de um ministro conservador e de uma americana, teve uma infância infeliz, foi medíocre estudante e, depois, militar, jornalista de guerra, escritor, pintor. E político. Foi ministro da Marinha na I Guerra Mundial. Nos anos 1930, a sua carreira parecia terminada. Os chefes conservadores consideravam-no impulsivo e irresponsável. Foi dos raros políticos britânicos que soube avaliar a ascensão do nazismo. No dia 3 de Setembro de 1939, horas depois de Londres ter declarado a guerra à Alemanha, foi nomeado ministro da Marinha: "Winston is back", telegrafou o Almirantado para todos os navios. Depois da catástrofe militar dos aliados em França, assume a chefia do Governo no dia 10 de Maio de 1940. Toma a decisão suprema: recusar o mínimo compromisso com Hitler, qualquer que fosse preço e arriscando a invasão das ilhas britânicas. Não foi apenas um acto de coragem. Foi uma decisão clarividente, que realçou a credibilidade britânica, desorientou Hitler e preparou a entrada dos Estados Unidos na 2ª. Guerra Mundial.
Mudou a História!...

in Público

Hélio Matias

quinta-feira, 27 de março de 2014

Lavadeiras



O rio do Abegão.
É nele que se situavam muitos moinhos - ao fundo na figura está o Moinho do Abegão -  responsáveis pela moagem e fabrico da farinha que abastecia os Valadenses.
Era aqui que as Nazarenas e as Valadenses vinham lavar a roupa, nas suas cristalinas águas, onde algumas das pedras usadas eram antigas mós.
A roupa era depois seca num estendal que ficava contiguo.
Hoje nada disto existe, o estendal foi ocupado por uma urbanização...o moinho está submerso por denso matagal e as lavadeiras...substituíram o rio  pelas AEG, PHILIPS, etc.
Este postal circulou de Lisboa para Bruxelas, em 18 de Junho de 1962.
O Valado ficou mais empobrecido e só os turistas..."salvaram" a nossa memória!

Hélio Matias

quarta-feira, 26 de março de 2014

Antiga Estrada para Alcobaça


Esta é a antiga estrada que éramos obrigados a seguir para Alcobaça.
Iniciava-se logo ali por baixo do Parque de Merendas, em frente à sede da Sociedade Columbófila, atravessava a linha do Caminho de Ferro, onde havia umas cancelas, e depois seguia sobre a Ponte do Cardeal e a do rio das Tábuas – reconstruídas em 1932.
Esta estrada cujas ruínas ainda existem, passava por detrás do que agora é a loja Pedro & Delgado e Estação de Serviço da Repsol. Na imagem é possível identificar em 1.º plano a ponte do rio das Tábuas, ao fundo a do Cardeal sobre o rio da Areia e mesmo no seu início a A8 (a que não dá acesso)..."desembocando" na novel Rotunda da A8.
A modernização com a construção do novo acesso a Alcobaça, levou à “morte”…de estruturas que só a "estória" pode manter!

Hélio Matias

segunda-feira, 24 de março de 2014

Primavera...?!


Não é uma andorinha que anuncia a Primavera!
...Muito menos uma semana de temperaturas amenas!

Hélio Matias

terça-feira, 11 de março de 2014

sábado, 8 de março de 2014

Toque das Ave-Marias


Ao nascer do sol e ao pôr-do-sol, era o horário do toque dos sinos, em muitas aldeias.
Hoje são poucas as terras onde ainda se lembra aos fiéis a hora certa de rezar.
O toque da manhã, é o toque das Ave-Marias (destinado a recordar aos fiéis o anúncio do Anjo Gabriel à Virgem Santa Maria) e marcava o início do dia e do trabalho no campo. À tarde, ao pôr-do-sol, rezava-se após o dia de trabalho, antes de recolher a casa. Para muitas crianças o toque marcava, no Verão, o fim das brincadeiras na rua. Não era preciso a mãe e o pai irem chamar...já se sabia que, mal tocava o sino doze vezes (quatro vezes três), com intervalos a meio de cada três badaladas, era o sinal de recolha. Antigamente, há muitos anos, a responsabilidade do toque era do povo...ou então havia mordomos, pessoas que o faziam voluntariamente, por devoção. O toque das Ave-Marias, marcava sem dúvida momentos solenes de respeito...agradecimento e...devoção.
A imagem hoje colocada, não é mais que a transcrição duns versos de Joaquim dos Santos Ferreira, que com "alguma" saudade nos dá o testemunho do fim das Ave-Marias.
O povo nunca precisou que o avisassem das suas responsabilidades, mas as Ave-Marias...ajudavam!



Hélio Matias


sexta-feira, 7 de março de 2014

Cerveja!


Há um contexto em que esta verdade se insere.

Hélio Matias

Casas do Aguilhão e da Saída


Próximo do Pavilhão Gimnodesportivo surge-nos este conjunto, é uma imagem do passado Valadense.
Conhecida por Casa da Saída (a da esquerda na imagem) e do Aguilhão (a da direita na imagem), tinham uma função muito especial:
A principal fonte de energia e da renovação dos esterqueiros,  era a lenha e a "aguilhota" (folhas dos pinheiros), sendo o pinhal das Matas Nacionais o principal fornecedor.
As pessoas dirigiam-se ao chalé, local onde estava o responsável e serviços administrativos das Matas Nacionais, e compravam uma guia que lhes permitia em determinados dias aceder ao pinhal e trazer um carro de vacas com uma carrada de lenha ou aguilhota.
Nesta Casa de Saída, vivia ou estava um Guarda Florestal, que tinha por missão fiscalizar se o que se transportava estava de acordo com a respectiva guia.
Era na Casa do Aguilhão que se guardava o aguilhão, uma vara comprida com ponta de ferro, a qual servia para espetar na carrada de "aguilhota", a fim de ver se no seu interior era transportada indevidamente algum pinheiro.
Enfim, sempre houve processos de fiscalização e...eficazes!


Hélio Matias

domingo, 2 de março de 2014

Caldo Galinha Knorr


Na década de 1960, este "artefacto" da cozinha fazia a sua aparição!
Hoje parece-me que cada vez estão mais presentes, é preciso dar gosto aos cozinhados...dará?!

Hélio Matias

Inauguração do Clube Recreativo Beneficente Valadense


Em 1957, a Inspecção Geral dos Espectáculos, por via duma exposição do Salão Familiar, inviabilizou o Clube de dar espectáculos por falta de condições.
Depois dum processo longo de discussão seguíu-se a construção duma nova sala - a actual.
O cartaz noticia o espectáculo que foi montado para promover a inauguração da nova sala, no dia 11 de Maio de 1958.
A estrela maior foi Maria de Lourdes Resende, "Grande Vedeta Internacional e Rainha da Rádio Portuguesa".
Os elementos apresentados, encontram-se no livro 80 Anos do Clube, escrito por mim e Amadeu de Matos Carvalho.
Cerca de 50 anos depois...o Clube está morto, e pergunto-me muitas vezes se em reunião de sócios não deveríamos procurar outra finalidade!


Hélio Matias

sábado, 1 de março de 2014

Apanhar Bosta



O Valado era uma comunidade agrícola e fundamentalmente rural.
As fontes de receita eram escassas e os investimentos para a produção agrícola conseguidos num "circuito fechado".
Assim sendo, e já vimos que o caranguejo era uma forma de adubação, havia que criar reservas  - esterqueiros - que mais tarde possibilitassem aquela.
Claro que nem todas as pessoas tinham capacidade para os implementar, porque nem todos tinham animais, concretamente vacas.
É aqui que surge uma actividade muito frequente e que denota o super aproveitamento - o andar à bosta.
Quando as vacas transitavam pelas ruas e largavam os seus dejectos - a bosta - haveria alguém munido duma pá e dum carro de mão que a iria apanhar, para no quintal colocar em cima de camadas alternadas de mato, e assim o esterqueiro ir crescendo, o qual seria usado em proveito do próprio ou para ser vendido.
A fotografia foi conseguida numa rua do Valado em 2003.
A necessidade...aguça o engenho!

Hélio Matias