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Painéis de azulejos da Nazaré e Alcobaça na Estação Caminho de Ferro e praça principal, do Valado dos Frades!

sábado, 31 de dezembro de 2016

BOM ANO 2017


Pois é...esta é uma das preocupações que por vezes nos atravessam!
Mas não vale a pena porque nos nossos antípodas já um novo dia raia!
E neste caso concreto um NOVO ANO recomeçou!
Que ele seja lhano de benesses para todos e para si em especial, não se esqueça de dar um saltinho com os pés juntos...porque isto de dizer-se que "entra com o pé direito", é preocupante, há imensos esquerdinos e...isto de deixar um pé atrás pode ser castrador!
Vá lá...dê um saltinho.
BOM ANO DE 2017!

Hélio Matias

sábado, 17 de dezembro de 2016

Nazaré...100 anos de mudança



Pois é, passaram cerca de 100 anos, e pode verificar que a estrutura dos prédios pouco terá mudado, mas...só esse aspecto.
Na imagem mais antiga, nem um simples automóvel e tão pouco a rua está alcatroada!
Mais palavras para quê?
Acho mais interessante que PARE...MEDITE e se calhar...ABANE A CABEÇA!


Hélio Matias

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Troque agora de carro


A dúvida é se anda a pensar nisso!
Aqui tem dentro da marca Citroen, uma variedade muito interessante!
Carros de uma marca conceituada e a preços convidativos, por cerca de 120 € e terá qualquer um destes modelos...novo!
...Ah! desculpe, isto era válido em...1927!

Hélio Matias

Rainha Isabel II, sobre Capas Negras...em Alcobaça

Atravessar o Rossio e subir a escadaria do Mosteiro...sobre Capas Negras

É sem dúvida um momento de rara emoção que Sua Majestade, guardará na sua memória, aquele que a Academia de Coimbra proporcionou quando lhe estendeu as suas Capas Negras, que "atapetaram" o chão até atingir a escadaria do Mosteiro...razão da sua visita.
É um momento único de grande significado e apoteose, que a Academia Coimbrã só "disponibiliza" aos grandes eventos e momentos!
O Bom Povo que se acotovelava para "vislumbrar" sua Majestade...não terá deixado certamente passar o efémero instante sem romper em aplausos!
...Era assim em Portugal pelos idos de 1957!

in Alcobaça Revisitada

Hélio Matias

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Quase extinto...mas agora recuperado!


in Público

Foi há iniciada uma tentativa de reintegração desta espécie autóctone da Ibéria e que correu riscos de extinção.
Veremos...se bem conseguida!

Hélio Matias

Lavadeiras da Nazaré


Fonte inesgotável de imagens bem vivas e com grande animação...as lavadeiras.
Estas mulheres já deixaram o rio há uns 2 Kms, com um peso muito razoável à cabeça!
Descalças pisam no alcatrão que estará certamente bastante quente...não esquecer que estas imagens são fundamentalmente captadas no Verão.
Deslocavam-se geralmente em pequenos grupos, por questões de companhia e vizinhança...bem como de segurança.
Curiosamente na berma da estrada uma outra mulher também descalça, carrega à cabeça...um pequeno molho de gravetos...sim que a energia nem sempre existiu nas casas à "distância dum clique"!
Tempos de diferença...que procuro não caiam e não sejam "apagados"!


Vêm dos rios do Nasce Água ou do Abegão no Valado!
A roupa bem dobrada nas gamelas à cabeça quase não precisará ser passada a ferro!
Andam descalças!
Já percorreram cerca de 5 Kms…atrás delas as placas de sinalização que se encontram à entrada da Nazaré!
Todas sorridentes partilhando entre si alguma chalaça bem interessante, com excepção da mulher da frente…que traz o cachené “à barba” – sinónimo de alguma tristeza que a vida lhe deu!
Uma simples imagem, mas…com tanta interpretação!

Hélio Matias

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Gosta de bacalhau?


Faina difícil!
Solitária!
Em condições climáticas extremas!
Meses sem contacto com a família!
Uma vida de dificuldades, a dos pescadores do bacalhau.
Os portugueses tornaram-se os maiores consumidores de bacalhau do mundo, chamando-lhe carinhosamente "fiel amigo". Este termo dá bem uma ideia do papel do bacalhau na nossa alimentação.
Fiel amigo?!...só no prato!


O bacalhau-do-atlântico (Gadus morhua) existe no Atlântico Norte e no Árctico e é a espécie de bacalhau tradicionalmente consumida em Portugal. Os portugueses começaram a pescar bacalhau no século XVI. Durante o século XX houve um grande impulso a esta pesca e a frota portuguesa de pesca de bacalhau chegou a ter 100 navios. Hoje está limitada a 13 arrastões. Actualmente, uma parte do bacalhau consumido em Portugal é importada, vindo a maior parte do Canadá. Outra parte é pescada por navios portugueses no Árctico, na Noruega e no Atlântico Nordeste.
Na região da Terra Nova e do Labrador há águas pouco profundas, o que permite cadeias alimentares muito ricas. A abundância de bacalhau nesta região é historicamente conhecida. Quando os navegadores portugueses no final do século XV chegaram à Terra Nova chamaram-lhe a Terra do Bacalhau. No entanto, no século XX as populações de bacalhau nesta zona sofreram um grande declínio, tendo sido até considerado um exemplo dos efeitos negativos da má gestão e de pesca excessiva das reservas piscatórias.
As populações de bacalhau da Terra Nova e do Labrador já foram uma das mais importantes reservas de pesca do mundo, mas entraram em colapso nos anos de 1990 devido à pesca excessiva e à má gestão. Este declínio levou à proibição da pesca do bacalhau em vários locais na costa do Canadá.
Ao fim de duas décadas de declínio, o stock de bacalhau-do-atlântico na região da Terra Nova e do Labrador está a dar sinais de recuperação, indica um estudo publicado recentemente na revista científica The Canadian Journal of Fisheries and Aquatic Sciences. A população de bacalhau passou de dezenas de milhares para centenas de milhares de toneladas ao longo da última década, e continua a crescer, o que é considerada a mais importante recuperação de uma reserva de peixe a nível mundial.
Foi em 2003 que se começou a verificar uma ligeira melhoria, atingindo as 5000 toneladas. E, a partir de 2007, tem-se observado um aumento progressivo ao longo dos anos, passando das 17.000 toneladas existentes naquele ano para 238.000 toneladas em 2014. Ainda assim, continua abaixo das 650.000 toneladas, o limite mínimo para permitir a pesca do bacalhau na zona.
Se se mantiver o crescimento dos últimos anos, em poucos anos poderá ultrapassar as 650.000 toneladas de animais em idade de reprodução [limite determinado pelo Departamento das Pescas e dos Oceanos do Canadá, abaixo do qual a pesca deve ser inexistente ou muito limitada]. Mas se o crescimento abrandar, poderá demorar muito mais.”


Pescadores sozinhos a pescar nos dóris

http://lugardoreal.com 
in Público

Hélio Matias

Roubaram...as alminhas do Valado em 1893


As Alminhas são padrões de culto aos mortos, onde o painel de azulejos, representa as almas ansiosas no Purgatório, à espera que as orações dos vivos as purifiquem dos seus pecados, para depois poderem entrar no Paraíso.
São pequenos altares onde se pára um momento para deixar uma oração...erguidos quase sempre nos caminhos rurais ou estradas nacionais.
No painel das Alminhas do Valado, vê-se na parte superior Anjos, a Virgem Maria e S. Miguel com a balança (a perspectiva avaliadora sobre o merecimento ou não de entrar), e em baixo as Almas implorando para a subida ao Paraíso.
A notícia colocada em baixo (foi há 117 anos) e trata de nos referenciar um acto que eventualmente terá que ver mais com os nossos dias...ou segundo outra leitura...sempre houve ladrões!
Aliás o Presidente da Junta, alerta para "o arrombamento e necessidade de substituição da porta duma pequena ermida da Casa das Almas, por uma mais sólida, para ver se acabam estes actos tão frequentes e não punidos, por se desconhecerem os delinquentes".
É de certeza um problema velho, diríamos de sempre, mas o que interessa referenciar é a decisão e prontidão da Junta...o que hoje teremos de invejar!


Hélio Matias


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Luís XVI



Sem conseguir evitar a revolução de 1789 e depois de ter tentado fugir para o estrangeiro, a 20 de Junho de 1791, Luís XVI e a família encontram-se presos em Paris, sem saber que destino lhes daria o novo Governo.
A 3 de Dezembro de 1792, Robespierre exige a execução do rei deposto, de maneira a legitimar a revolução e cria, para a ocasião, a expressão "crime contra a humanidade".
Por seu lado, o moderado Marat declarava: "Eu não acredito numa república que não queira a cabeça de Luís em cima dos seus ombros". Contudo, alguns dias depois, o futuro do rei, de 38 anos, era discutido pelos deputados na Convenção, a assembleia nacional, que o acusava de traição. 
Por um lado os moderados queriam salvar o prisioneiro, por outro os jacobinos extremistas reclamavam a execução imediata, sem julgamento. Mas a maioria recusou.
A18 de Janeiro de 1793, a Convenção considera Luís culpado - dos 721 votos, 361 exigem a morte imediata e o resto divide-se entre pena de morte suspensa e outras penas. No dia seguinte, há uma nova votação para decidir sobre a pena suspensa, esta é rejeitada por 383 contra 310 votos. 
A 20 de Janeiro é proferida a sentença de morte e Luís XVI faz três pedidos: que a pena seja adiada; a permissão para se confessar e para estar com a família. Só o primeiro pedido foi rejeitado e, no dia seguinte, o monarca deposto é escoltado em direcção ao cadafalso e, alguns segundos depois, o carrasco mostra ao povo a cabeça ensanguentada, o símbolo da revolução vitoriosa.

in Público

Hélio Matias 

Quem sou eu?

Cabeça de Hélio no museu arqueológico de Rodes, Grécia

Hélio (em grego: Ἥλιος, "Sol", latinizado como Helius) é a personificação do Sol na mitologia grega. Hélio é filho dos titãs Hiperião e Teia, tendo como irmãs Eos, o amanhecer, e Selene, a Lua.
É casado com Perseis, filha de Oceano e Tétis. Com ela, Hélio teve vários filhos, entre os quais Eetes, Circe, Perses e Pasífae, que se casou com o rei Minos de Creta. Hélio com Clímene teve sete filhas, as helíades, e um filho, Faetonte.
A sua cabeça é coroada por uma auréola solar. 
Circula a terra com a carruagem do sol atravessando o céu para chegar, à noite, ao oceano onde os seus cavalos se banham. Nada do que se passa no universo escapa ao seu olhar, sendo frequentemente convocado por outros deuses para servir como testemunha. 
De acordo com o autor romano Ovídio, Hélio conduz uma carruagem puxada por quatro cavalos luminosos cujos nomes variam.Com o passar do tempo, Hélio é cada vez mais identificado com o deus Apolo. No entanto, apesar de seu sincretismo, eles foram muitas vezes vistos como dois deuses distintos (Hélios era um titã, enquanto Apolo é deus olímpico). 
O equivalente de Hélio na mitologia romana é Sol, especificamente Sol Invicto.

Hélio Matias

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Qual a sua conclusão?!

 
 As aparências iludem, mas neste caso...



Hélio Matias

Casa antiga...Valado



São já muito poucas as casas que restam da zona antiga do Valado.
Umas foram substituídas segundo o gosto dos proprietários, outras...entraram em completa ruína.
Daí ser hoje muito difícil definir uma tipologia que nos permita concluir de como eram as "nossas" casas há pelo menos algumas décadas...somente uma descrição apoiada pela memória nos permite deduzir.
Eram sempre pequenas, que dispunham duma cozinha, 1 quarto e sala...haveria poucas excepções.
Quase sempre com um acesso ao indispensável quintal onde estavam o curral para as vacas...quiçá uma corte para a engorda do porco...e o galinheiro.
Neste quintal aproveitado ao pormenor, concentravam-se as alfaias, o carro das vacas e...crescia o esterqueiro.
A imagem de hoje mostra-nos uma casa situada na rua Carlos O´Neill nº 4, onde impera algum gosto no seu arranjo e manutenção, sobressaindo a porta de entrada ornada de singelas cortinas e uma fresta que funcionará de "janela".
Casa simples mas...que nos faz regredir no tempo!

Hélio Matias

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Mulheres na aguilhota




As folhas dos pinheiros (aguilhota) quando atingem a "velhice", naturalmente vão caindo e formar um autêntico tapete no pinhal.
O Valado tem uma extensão extraordinária de pinhal, privado e do Estado.
A aguilhota sempre teve um papel primordial na vida dos Valadenses, desde o servir de cama para os diferentes animais que pertencem à família...o ser misturada com os excrementos desses mesmos animais para aumentar os esterqueiros necessários à fertilização dos campos...até ao atapetar e fazer de pavimento para muitas ruas do Valado, as estrumeiras.
É bem evidente que era necessário ir ao pinhal apanhar e transportar essa aguilhota!
A imagem mostra um grupo de mulheres munidas de ancinhos com bicos de ferro, que lhes permitiam juntar a aguilhota, para depois ser carregada nos carros das vacas e  chegar a casa.
No fim um subproduto...bem aproveitado! 

Hélio Matias

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Racionamento alimentar 2ª Grande Guerra



Os períodos da 2ª GG nem sempre foram fáceis para a população, ainda que Portugal não tenha sido um dos beligerantes.
Esta notícia publicada pelo jornal Ecos do Alcoa, em 27 de Junho de 1943, introduz-nos num mundo que certamente jamais nos passou pela cabeça que sucedesse no Valado...mas aconteceu!
Houve imensas dificuldades, e como o texto deixa antever, por vezes queria-se...e não havia.
Claro que foi um período em que também proliferou um mercado paralelo, a chamada candonga!

Hélio Matias

Mar da Nazaré...entrar e sair!


Na Nazaré é assim, a solidariedade não é uma palavra vã, e como diz a canção..."e na hora do aperto"...todos são poucos para dar uma ajuda.
Neste belíssimo instantâneo, ele são as vacas...os pescadores...os banhistas, todos repartem a sua atenção e disponibilidade para pôr o barco na água!
Depois da faina terminada a hora do regresso é também um momento de ansiedade, onde a destreza é por vezes o "grande segredo"...o saber fazer dos pescadores...o conhecer as "manhas do mar e marés"...ou o rumo caprichoso do vento, têm de ser ponderados.
...Mas mesmo assim!
Na Nazaré muitas vezes se diz "há uma volta de mar", e nem sempre tudo corre bem...como a imagem dá para perceber!


Hélio Matias

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Pia do Gado...Miséria...Abandono



 Estas duas imagens, seguramente com mais de 70 anos, mostram-nos o que foi por décadas um símbolo do Valado...uma fonte onde se "cruzava" a facilidade para dessedentarem as vacas.
Foram anos de grande afirmação que transformaram o Valado numa aldeia de que muitas vilas sentiam inveja!
Depois com a evolução (?!) das mentalidade caímos num espírito de tentar preservar de qualquer modo o que durante tanto tempo tinha sido um símbolo!
Num largo onde mais nada parece haver para colocar surgiu o mamarracho onde uma vaca  bebe...tudo porco...inestético e...pespegando bem lá no centro aquilo que foi trazido da 1ª fonte.
De seguida para perpetuar a memória, surgiu a reprodução "canhestra" em azulejos!
...E agora para maior porcaria e sem qualquer sentido, colocaram dentro uns tubos inox, que esguiçam como se fossem repuxos água que amiúde se encontra mais que conspurcada.
Há alternativas mais valiosas, que permitiriam manter viva a memória do Valado!
...Porque senhores responsáveis, o que está em causa é a vossa falta de gosto e...DIGNIFICAR A MEMÓRIA DO VALADO!



Hélio Matias

domingo, 4 de dezembro de 2016

Socorro...chamem alguém!


Não sei...não dou palpites!
Fico à espera que alguém dê uma ajudinha para este problema.

Hélio Matias

"Guerreiros em repouso"...Nazaré

Alan Villiers para a revista National Geographic "Praias Douradas de
 Portugal" 1954

Entre um e outro mar... sempre um e outro trabalho...entrar e sair do mar!
Era assim na Nazaré que desde sempre conhecemos até há uns 20 anos!
E esta é a imagem que medeia precisamente entre o entrar e o sair...o "repouso dos guerreiros", prontos para serem protagonistas de momentos de esforço e sabedoria!

3 juntas de vacas a arrastar um barco...ao fundo alguma da frota
  pesqueira da Nazaré

Hélio Matias

sábado, 3 de dezembro de 2016

Capuz para a chuva


Esta era uma imagem frequente no Valado durante o Inverno.
O chapéu de chuva não era prático, para trabalhar mesmo chovendo...e era caro!
Impermeável...era coisa que quase não existia e...quem o poderia comprar!?
Mas um saco de serapilheira...todos os Valadenses tinham!
Então era fácil, assim que começava a chover e as pessoas andavam no campo (ou até mesmo para se deslocarem dentro da aldeia), agarravam num saco, faziam-lhe uma dobra num dos cantos para dentro e enfiavam-no na cabeça.
Não resguardava senão a cabeça e as costas, mas...permitia continuar a trabalhar!

Hélio Matias
 

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Fado do Cigarro


Uma óptima ilustração de Stuart Carvalhais.
A letra de uma música que não é mais que o contraponto das "delicias" do fumo e de outras atitudes que as podem substituir!
Actualíssimo no momento em que as campanhas anti-fumo estão no "alto"!
...A escolha é sua


"Um cigarro e um beijo"

Pedi-te um dia um cigarro
Acedeste ao meu desejo
E tu num gesto bizarro
Em troca pediste um beijo

Com esta troca afinal
Que fizemos a brincar
O bolo não era igual
E tu ficaste a ganhar

Fumei-o por brincadeira
Achaste graça e sorriste
Puxaste de cigarreira
E outro beijo me pediste

Mas a culpa foi só minha
Beijar por coisa tão pouca
Não sei o que o beijo tinha
Que queimou a minha boca

Desse cigarro queimado
Um grande amor resultou
Mas em tipo o meu pecado
Do beijo nada ficou

Vocês são todos iguais
No amor e nos desejos
E eu jurei para nunca mais
Trocar cigarros por beijos

http://movimentoprofumo.blogspot.pt

Hélio Matias

Mondar



A vida no campo nunca foi fácil, não só em termos físicos, mas também do que exigia em conhecimentos.
Não é por acaso que se preferiam certas pessoas para determinados trabalhos, por exemplo podar, nem toda a gente sabia.
A imagem de hoje mostra precisamente um trabalho complementar de outros que entretanto se tinham efectuado - depois duma sementeira havia sempre que fazer tratamentos de desinfecção, etc - e este outro, da monda.
Por muito bem cuidada que tivesse sido a preparação da terra e a selecção das sementes, havia, sempre em consonância com o desenvolvimento e crescimento das plantas, o aparecimento paralelo do que poderíamos chamar de "parasitas".
Pois bem, a monda é precisamente o expurgar a terra dessas espécies, trabalho esse que por vezes exigia a presença de um rancho onde geralmente predominavam as mulheres - na monda dos cenourais - que durante horas se iam deslocando sentadas no chão e arrancando as ervas perniciosas.
Claro que hoje haverá já processos químicos que facilitarão a vida dos agricultores, mas a monda "manual"...é história do Valado!

Hélio Matias

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Louva a deus e a borboleta



Fui outra vez à galeria do Rui Marques na busca de bonitas imagens que ele capturou aqui nos nossos campos, percorrendo-os incansavelmente, desde as áreas mais húmidas aos altos um pouco mais secos.
Seleccionei hoje uma borboleta com cores e recortes maravilhosos, em contraste extraordinário com o verde onde está. 
Na outra imagem, uma louva a deus numa posição de cortesia, ela própria parecendo uma escultura de madeira em harmonia com o sítio onde se desloca.
Parabéns Rui...assim vamos mantendo a nossa fauna sob vigilância!

Hélio Matias
 

Caixa do Correio


Durante muitos anos, no Valado, como em muitas outras localidades, havia Caixas de Correio, idênticas às da figura, que se destinavam a receber a correspondência que as pessoas durante o dia lá iam depositar.
Depois, em horas determinadas, o carteiro fazia uma ronda e recolhia de cada caixa a correspondência acumulada que levava para a Estação dos Correios, e daí seguia para o seu destino.
A função destas caixas era fundamentalmente dispensar aos Valadenses um modo mais cómodo, sem terem necessidade de se deslocarem ao centro da aldeia.
Haveria talvez no Valado 4 ou 5 caixas estrategicamente colocadas.
Esta estava no largo da Estação, na esquina do prédio de Maurício Inácio dos Santos.
Hoje a velocidade e simplicidade da internet tornou-as obsoletas...mas perdeu-se um pouco de "romantismo"!







Hélio Matias

domingo, 27 de novembro de 2016

Cabra do Gerês


Há cerca de 120 anos deixámos que esta espécie se extinguisse!
Hoje outras espécies e "coisas" vão desaparecendo!
Será que nós próprios...sobreviveremos?!
Neste momento a dúvida é...pertinente!

in Público


Hélio Matias

Alcobaça...chalé do Rino

Aguarela de Fernando Lisboa 2003

Implantado nos terrenos da antiga cerca cisterciense, nas proximidades do Mosteiro de Alcobaça, e instalado na margem esquerda do rio Alcoa.
Trata-se de um palacete que possui a linguagem decorativa característica do romantismo tardio em Portugal.
Na década de 1970, Maria Cristina Rino doou o palacete à Congregação Religiosa de S. José de Cluny, que vendeu o seu recheio, um dos mais ricos de Alcobaça.
Foi adaptado a Centro de bem-estar infantil, utilização que actualmente ainda se mantém.


O proprietário deste chalé, construído em 1891 para sua residência, foi um grande lavrador e proprietário de vastas terras que se estendiam pelos concelhos de Alcobaça e Batalha. Foi também dono do Convento de Cós, mais tarde adquirido pelo Estado.
Era casado com D. Capitolina Araújo Guimarães, filha do fundador da Fábrica de Fiação e Tecidos de Alcobaça, de quem teve uma única filha, Maria Cristina Rino. Esta, casou duas vezes, a primeira em Paris, na Notre Dame, quando do exílio de seu pai, com António Eça de Queirós, filho de Eça de Queirós e posteriormente com o Dr. Pereira de Matos, que como historiador, se dedicou ao estudo da nossa região.
Monárquico convicto, no seu chalet estiveram alojados, quando duma visita à vila, os ministros progressistas Eduardo Villaça e Sebastião Telles. Tal sucedeu em 9 de Julho de 1905, tendo sido recebidos com grande carinho em Alcobaça.
Chefe político local de grande prestígio, acompanhou José Maria Alpoim, quando da Dissidência e depois da proclamação da República. Após a Revolução de 1910, continuou a defender com a mesma convicção a monarquia, o que levou a exilar-se voluntariamente, em França e Bélgica, no período 1911/1914.
Era irmão de D. Maria da Nazaré, casada com Oriol Pena e de D. Júlia Máxima, que foi casada com o cavaleiro tauromáquico Vitorino Fróis, de quem posteriormente se divorciou.


 http://porcaminhosdecister.blogspot.pt
Marques, Maria Zulmira Furtado - Um Século de História de Alcobaça 1810-1910

Hélio Matias