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Fachada Ocidental da Estação Caminho de Ferro do Valado dos Frades!

quinta-feira, 31 de março de 2016

Festival Jazz no Vallado


E pronto, é mais uma edição de jazz, a 19ª.
Têm sido serões de qualidade pelos seus interpretes e tipo de organização!
A B I R, colectividade que acolhe e organiza este evento anual, orgulha-se de possuir um dos momentos altos ao nível do Jazz, mesmo a nível nacional.
E venham mais!

Hélio Matias

segunda-feira, 28 de março de 2016

Futebol no Vallado...como apareceu?

 
Como terá surgido o Futebol no Vallado?
Somente através dum pequeno manuscrito e segundo Álvaro Martins e Fernando Ribeiro, é possível explicar o que se passou:
Na época 1923/1924, na Lagoa Seca, o Valado Foot-Ball Club fez a sua apresentação, de camisola encarnada com gola branca e calção branco.
A equipa que apadrinhou esta efeméride, foi Os Leões de Alcobaça.
Participaram: Américo Botas, João Marques, José Varela, Eduardo Botas, Armando Gaspar, Francisco Bonito, Joaquim Vinheiras, Viegas, António São Pedro da Silva, Jacinto Ferreira Azevedo, Afonso Venâncio Ferreira, Álvaro Martins e Fernando Ribeiro.
O resultado é desconhecido...e que importa?!
Considerando a época e similarmente ao que hoje sucede, houve também um jogo de apresentação aos simpatizantes...só a Lagoa Seca não se assemelha aos estádios de hoje!
Mas teria algumas virtudes...tinha certamente pinheiros frondosos por perto, a propiciarem sombras refrescantes!
Ah, em 2 Fevereiro 1927 o Valado Foot-Ball Club ofereceu 5€ (1.000$00 - uma "fortuna" na época), para ajuda na construção do novo cemitério!
Não...não está a ler mal...nem há nenhum "mal entendido"!...


Hélio Matias

domingo, 27 de março de 2016

Gaiola


Sem plásticos...sem arames pintados...sem possibilidades económicas, estas eram as gaiolas que com alguma arte e engenho e...muita paciência, se conseguiam obter para que cada um de nós lá introduzisse um pássaro de estimação.
Geralmente um pintassilgo ou um melro, que isso de canários custavam dinheiro e poucos os possuíam!
De qualquer modo é de nos concentrarmos sobre esta "autêntica" obra de arte, que para além das qualidades e habilidades de cada um, bastava ter um alicate...uns bocados de arame ainda que enferrujados...umas canas finas e...senhor pássaro faz favor de entrar!
...Não para cantar, porque dentro duma gaiola...ele só se lastima!

Hélio Matias

sexta-feira, 25 de março de 2016

Pensão de Sangue por Morte de Militar-Valadense na 1ª GG em França

 
       A última carícia antes da partida para a frente de guerra na Flandres, em França, 
      numa das fotografias mais icónicas da participação portuguesa na Grande Guerra

No dia 22 de Outubro de 1928, houve uma reunião extraordinária da Junta de Freguesia de Vallado dos Frades, para atestar que a menor Ana de Sousa Ortigoso, filha dum militar falecido em França ao serviço da pátria, só vive da pensão de sangue que lhe foi dada pela morte do pai, e a Junta decidiu passar um atestado de pobreza à sua mãe, Maria de Sousa Carreira, viúva pobre e carente de alimentos.
É um documento muito importante, por nos permitir constatar da preocupação e alerta que a Junta de Freguesia demonstrava para com os seus conterrâneos.
Os órgãos com poder de decisão estavam atentos, como o deveriam estar hoje, porque problemas similares...verificam-se sempre!
Alguém se lembrou dos militares da Guerra Colonial, estropiados e...?!
 
 Acta da reunião da Junta de Freguesia

Há 100 anos a Alemanha entregava ao Governo uma declaração que arrastava Portugal para a Grande Guerra na Europa. Mais do que uma inevitabilidade, a guerra foi uma opção política. Os custos económicos e humanos foram gigantescos. Como vantagem, só uma: as colónia continuaram portuguesas!



in Público 

Hélio Matias

quarta-feira, 23 de março de 2016

O eterno feminino


Em 1960, as preocupações da mulher, como sempre, não descuravam a sua apresentação!
Hoje o "anúncio" será somente muito diferente.

Hélio Matias

Nazaré...Hora do Banho


Esta é de facto uma Nazaré de outro tempo!
Estamos no Verão!
É a hora do banho!...
Será certamente necessário fazer um exercício de imaginação mais do que memória, para tentarmos perceber o que as imagens nos mostram!
Fundamentalmente o que fará exercitar essa imaginação é concentrarmo-nos para conseguir "observar" esta cena, quando vemos pessoas vestidas e calçadas junto ao mar, enquanto dentro de água alguns banhistas quase tão vestidos como os "mirones" se deliciam nas águas do Atlântico.
Comecei a ir para a praia da Nazaré (o Vallado fica somente a 5 Kms) cerca de 1945.
Lembro-me dos Cabos de Mar não permitirem que os fatos de banho dos homens fossem só os calções até meio da coxa, obrigatoriamente tinham de vestir uma camisola idêntica às T shirts de hoje e podia ser de meia manga ou cava...grande avanço!
As senhoras tinham um facto de banho com uma espécie de saia curta!
Tomar banho era para quem não sabia nadar pela mão dum experiente banheiro (nazareno que alugava as barracas), colocado no meio do grupo alinhado à sua esquerda e direita, e que a uma ordem sua todos eram obrigados a curvarem-se para a onda passar por cima deles, repetindo-se esta cena meia dúzia de vezes e...o banho estava tomado.
...Depois era vir a correr para o areal onda as "mamãs" estavam à espera com as toalhas!
Mas cerca de 1960 aconteceu o imprevisível!
Lembro-me de ter chegado à praia e ter visto junto às pedras um grande aglomerado de homens em  círculo.
No meio do círculo a "tomarem" o seu aprazível banho de Sol, 2 jovens francesas...
Tudo bem!
Simplesmente estavam em biquíni e isto era "coisa" nunca vista nem imaginada...daí o estarmos ali todos "basbaques"!
Bom depois a paisagem modificou-se...para a que hoje desfrutamos!

Postais da minha colecção sobre a Nazareth

Hélio Matias

terça-feira, 22 de março de 2016

Excursão...bandeira e...grupo excursionista



Sempre houve no Vallado como em muitas outras terras certamente...os "percursores" das agências de viagem e turismo.
Pessoas que por iniciativa organizavam visitas a terras de Portugal...o estrangeiro era uma miragem!
E era ver grupos de aldeões vestindo os seus melhores "cheviotes", calçados...com uma condessa onde ia o farnel que daria para toda a excursão, uns tantos garrafões de vinho e...sem as mulheres, que nestas coisas não eram incluídas. 
Visitavam fundamentalmente o Norte do país, as festas da Sra. da Agonia em Viana do Castelo eram obrigatórias!
O organizador, que certamente ganharia com o negócio, providenciava também o apoio logístico e publicitário, porque ficava sempre "bem" que a camioneta onde o grupo se deslocava indicasse a sua proveniência!
O post de hoje, mostra precisamente um desses cartazes publicitários, onde se conjugam não só a origem dos excursionistas (Vallado), mas também algumas representações mais emblemáticas dessa mesma origem...as cenouras...as abóboras!...
A Abreu, a Halcon, a Cister...têm muito que aprender!

 As condessas em cima do tejadilho da camioneta e na frente do grupo
...o garrafão

Hélio Matias

Primavera...deveria ser!


Agora que a Primavera começou, julguei que através deste post poderia amenizar pelo menos os olhos de quem o percorrer...face ao mau tempo que continua!
Extraordinárias fotos que o amigo Rui Marques capturou algures nos campos do Vallado.
A presença duma variedade tão profusa, não andará dissociada dum micro clima que ainda não se faz sentir.
Se um pouco "muito" desta alteração climática for obra de devaneios do homem...teremos certamente muitas perdas a lamentar!

Hélio Matias

domingo, 20 de março de 2016

Primavera é hoje!

Primeiro Dia de Primavera 2016 

O equinócio da Primavera ocorre em 2016 a 20 de Março, às 04h30, sinalizando o primeiro dia da Primavera.
Significado de Equinócio de Primavera:
Dá-se o nome de equinócio da Primavera ao momento exacto em que tem início esta a estação. A astronomia como equinócio da Primavera o instante em que o Sol, cruza o plano da linha do equador terrestre projectada na esfera celeste. Chama-se equinócio da Primavera no hemisfério norte…no hemisfério sul o equinócio da Primavera acontece em Setembro.
Equinócio é uma palavra em latim que aglutina dois termos com significados diferentes. Aequus significa "igual" e "nox", noite. O termo quer dizer literalmente "noites iguais", isto porque nessa altura a noite e o dia têm sensivelmente a mesma duração, 12 horas.
Tradições do Equinócio da Primavera:
Porque marca o fim do Inverno, uma estação sempre associada ao mau tempo, desconforto e em termos históricos à escassez de comida…a celebração do renascimento da natureza…e historicamente era a altura em que se celebravam os festivais de fertilidade e abundância.
Curiosidade sobre o Equinócio da Primavera:
Curiosamente, os ovos desempenham um papel importante nas comemorações do equinócio da Primavera em todo o mundo, uma vez que são também um símbolo de fertilidade. Conta um mito antigo que é possível equilibrar um ovo sobre a sua base, numa superfície plana, no momento exacto em que se dá o equinócio da Primavera, isto é, no momento exacto em que dia e noite estão em equilíbrio perfeito.


in Google

Hélio Matias

Gradar

 
Gradar no Vallado, cerca 1950

Depois de lavrar, é preciso "afagar" a terra para que os torrões e as leiras que ficaram sejam destruídos e as sementeiras sejam mais facilmente feitas.
E é por isso que se grada, usando por exemplo uma grade de bicos.
É um trabalho que envolve outra vez uma junta de vacas e dois homens - o que conduz as vacas segundo uma direcção definida sobre a terra lavrada e um outro que segue atrás da grade para que ao manejá-la tudo funcione melhor.
Por vezes, ou porque a terra está dura ou porque há grandes "torrões", é preciso que os bicos da grade se espetem e penetrem na terra, assim há que colocar um peso, por exemplo uma pedra, sobre aquela...ou o próprio homem que se desloca em cima da grade.
Se deseja que a terra fique ainda mais fagueira...dá-se uma "corrida" de grade mas com as costas para baixo...portanto com os bicos virados para cima.
Com o surgir das alfaias mecânicas...toda a "paisagem" se modificou!




Resultado de imagem para grade













Hélio Matias

sábado, 19 de março de 2016

Rancho Mar Alto - Nazaré


Pequeno livro, impresso na Tipografia Borges da Nazaré.
Com poucas dezenas de páginas, engloba algumas fotos e transcreve as letras de muitas das músicas pelo Rancho Mar Alto interpretadas - Vira do Bote - Marcha dos Cabazes - Não vais ao mar,Tónho - Vira da Nazaré - Mar Alto - Larga a Mala - etc.
A Nazaré possui outros intervenientes e interpretes do seu folclore.
É um documento que tem pelo menos o grande valor de transmitir o que de mais genuíno a Nazaré tem...o folclore! 




Hélio Matias

sexta-feira, 18 de março de 2016

Coisas importantes na vida

Já tinha pensado nisto?
Esperou outra coisa, mas...ser amável é...importante!

Hélio Matias

Lavrar...como era!


Legendagem dos intervenientes no lavrar

Conforme as terras, os usos e costumes, e as disponibilidades económicas de cada família, tanto podiam ser utilizadas uma vaca, ou duas.
No final de cada rego, enquanto as vacas voltavam para o regresso em sentido contrário, o lavrador levantava o arado - 150 quilos ou mais - passava a aiveca para o outro lado. 

A mulher na frente com as vacas pela soga, sempre a direito, paralelo e à mesma distância do rego anterior, para que quem ia lá atrás não tivesse mais esse esforço extra para manter o arado alinhado com o trilho.
Talvez uns 150 ou 200 quilos de ferro, senão mais; 100 metros de força no braço e mão firme na rabiça do arado. Ao fim de cada sulco, o regresso pelo mesmo caminho: Enquanto a mulher dava a volta às vacas, o homem na rabiça levantava o arado do chão, mudava a aiveca para o outro lado e recomeçava um novo rego em sentido contrário.A mensagem ligada a esta imagem poderia ser...a Mulher, o Homem e as Vacas!
É uma realidade indelevelmente ligada à verdadeira vida agrícola e familiar do Valado, onde a todo o momento encontramos esta simbiose. Aqui presenciamos uma cena campestre bem junto a uma margem do rio da Areia, vendo-se em toda a sua pujança os eucaliptos que cresciam a alturas consideráveis nessa mesma margem.
A cena campestre mostra-nos uma mulher à frente espalhando as sementes, tiradas dum saco de linhagem a tiracolo, e enterradas no rego que a charrua puxada pelas vacas e habilmente manobrada pelo homem completava.
O homem certamente mais atento e de arrilhada em riste, providenciava pela "óptima" sementeira.
Há aqui uma conjugação de esforços entre a mulher, o homem e os animais que não se conseguia assim muito rapidamente, antes era o resultado dum trabalho de equipa formada em anos.
Esta imagem sintetiza muito bem o enquadramento do que era a família Valadense trabalhadora, diligente e cooperante...como ainda hoje se verifica em muitos momentos da sua vida!
Uma tarde inteira...normalmente um dia de manhã à noite!

Valadenses a semear e lavrar
 http://aerodino.no.sapo.pt

Hélio Matias

quinta-feira, 17 de março de 2016

Os ritmos de vida e os sinos


Relógio público na cidade de Rouen, França.
Relógio público na cidade de Rouen, França

Nas ruidosas cidades medievais, onde fervilhava uma população incessantemente atarefada, a voz dos sinos contava as horas.
O ângelus — de manhã, ao meio-dia e à noite — marca as horas de trabalho e de repouso, desempenhando o papel das modernas sirenes de fábrica.
O sino anuncia os dias de festa, chama por socorro em caso de alarme, convoca o povo para a assembleia geral, ou os almotacés para o conselho restrito, toca a rebate de incêndio, dobre de finados, carrilhões de festas.
Pela sua "voz", pode-se seguir a vida da cidade durante todo o dia, até soar à noite o recolher.

Na noite
Extinguem-se as luzes das lojas, os clarões dos assadores; recolhem-se os telheiros, fecham-se os portões; quando se teme qualquer surpresa, fecha-se a cidade e as suas portas, levantam-se as pontes levadiças e baixam-se as grades.  Por vezes é suficiente colocar correntes atravessando as ruas, o que tem igualmente a vantagem, nos bairros mal afamados, de cortar a retirada aos malandros. Só permanecem iluminados os pavios que dia e noite pestanejam diante das estatuetas da Virgem e dos santos abrigadas em nichos na esquina das casas, e diante dos Cristos no cruzamento das ruas.
Fora da cidade, nos portos, irradiam os faróis que marcam a entrada do ancoradouro e os principais recifes.
Os viajantes retardatários só têm direito de circular munidos de uma tocha.
Nas cidades marítimas, toleram-se as idas e vindas dos que estão à espera de embarque.
Em tempo de alarme, ou quando se declara um sinistro qualquer — incêndio, avaria grave num navio, perigo de naufrágio — as autoridades mandam colocar tochas na equina das ruas, para permitir socorros rápidos e prevenir os acidentes.
A corte do senhor retira-se então para o interior da casa, cujas paredes teve-se a precaução de construir bem espessas, servindo de muralhas contra o frio, o calor e os ruídos importunos.

in Luis Dufaur

Hélio Matias