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Painéis de azulejos da Nazaré e Alcobaça na Estação Caminho de Ferro e praça principal, do Valado dos Frades!

domingo, 31 de julho de 2016

Vamos acabar com as beatas!



Por minuto, o mercado mundial produz perto de 11 milhões de cigarros.
Em Portugal, no mesmo período de tempo, sete mil beatas vão parar ao chão.
Mas estas beatas não são biodegradáveis. Dependendo das condições climatéricas e do terreno, vão-se decompondo, nunca na totalidade nem sem antes o filtro libertar cerca de 4700 substâncias. Acabam por se transformar em microplásticos e é uma questão de tempo até entrarem no ciclo da água e chegarem à cadeia alimentar: “Não só através da agricultura, mas também através dos animais que comemos, da carne ao peixe”, conta ao PÚBLICO Miguel Faria, um dos membros da associação Portugal sem Beatas.
Focados numa problemática que continua sem uma solução universal à vista, perguntam: o que fazer às beatas de cigarro? “Neste momento, podemos colocá-las no lixo, que por si só é uma redução da pegada ecológica inacreditável. Também podemos enviar para queima e desviar de aterro através da separação selectiva das beatas”, diz o mesmo responsável. Estas últimas soluções já são possibilitadas pela associação Green Smokers Alliance, da qual é fundador.
Esta “aliança de fumadores com consciência ambiental” funciona como uma plataforma de informação e comunicação e é através dela que se torna possível a troca de experiências e investigações entre várias associações internacionais na área.
Os números em cima viram-nos, através da Portugal sem Beatas, comprovados na rua. Em Lisboa, do jardim do Príncipe Real ao miradouro de São Pedro de Alcântara, 300 metros valeram aos dez voluntários duas horas de limpeza. Resultado: 13.000 beatas. Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, nove dias: 40.000 beatas.
Sem dúvida...temos de pensar nas beatas!...

 in Público


Hélio Matias

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Lavrar e Semear...Valado

                                        Fotografia que foi a "base" para o 1º painel de azulejos

Desde sempre o edifício da Junta de Freguesia, ostentou numa das suas paredes laterais, este sugestivo painel de azulejos.
Personificava e bem, um momento do mundo rural tão caro e tão rico ao Valado de há algumas décadas.
Curioso é referir que os intervenientes eram efectivamente pessoas que existiam - Elese Guilhermino e o seu tio Dias - e não fruto da imaginação do artista que os pintou.
De notar também, que não sendo nenhum deles pessoas ligadas ao trabalho rural, conseguiram representar muito bem as poses e gestos de quem sempre teria desempenhado esta faina.
Pena que o painel tenha sido colocado numa parede lateral, sugerindo uma atitude "envergonhada"...quando ele representava a genuinidade Valadense!

                                                 Primeiro painel de azulejos

Este é o novo painel de azulejos, a substituir o que existia antes das recentes obras no edifício da Junta.
Fica a pergunta para a qual NUNCA houve uma resposta: "Porque não se retirou e manteve o 1.º painel"?!
Qualquer semelhança é...pura coincidência, enquanto o primeiro era tão real que se conseguia identificar as pessoas...este é uma cópia sem qualidade.
Pior ainda, voltou a ser colocado numa parede lateral...num beco...como fosse vergonhoso mostrar a genuinidade do trabalho rural que era a alma do Valado.
Passados 50 anos continuamos envergonhados, mas agora...foi pior a "emenda que o soneto"!

                                           Segundo e actual painel de azulejos


Hélio Matias

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Pedras de Esquina

 A pedra de esquina da nossa esquerda é tosca e enorme, 
ao contrário da direita aparelhada e menor

Ainda hoje é possível encontrar pedras de esquina em Valado dos Frades, mas têm dezenas de anos!
São pedras colocadas estrategicamente nas esquinas das casas, e que tinham por função evitar que as rodas dos carros das vacas ao fazer a curva, danificassem as paredes.
Na 1ª imagem conseguimos descortinar 2, e tirar a conclusão que o seu tamanho e formato  são variáveis.
Nas imagens em baixo, já mais dentro do espaço urbano da aldeia, houve um maior cuidado e surgem-nos pedras aparelhadas de rebordos arredondados e não raras vezes polidas, por outro lado em lugares mais afastados do centro da aldeia as pedras eram de qualquer tamanho e por vezes bem toscas!
Os tractores chegaram e substituíram os carros das vacas. Desapareceram...as pedras de esquina! 

Pedra de esquina aparelhada

Pedra de esquina aparelhada

 Pedra de esquina enorme

Hélio Matias 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Ferreiro



O ferreiro foi uma típica figura que fazia parte do quotidiano Valadense.
Temos de pensar nas opções de vida que se colocavam, para perceber como o ferreiro era uma peça importante do "puzzle" Valadense.
A bigorna, onde com o malho o ferro era batido e moldado depois de ter sido colocado ao rubro no lume da forja que se mantinha sempre aceso, graças ao manejo atempado do fole, uma pele de vaca ou porco, cozido para formar uma espécie de saco que com a utilização duma vara e em movimentos ritmados enchia e despejava o ar que constantemente avivava o carvão de pedra onde o ferro incandescia.
Encostadas ao cepo onde se apoia a bigorna as diversas ferramentas necessárias para determinados trabalhos.
De notar ainda que o ferreiro usava geralmente roupa grossa e quase sempre um avental, forma de se precaver das faúlhas que sempre se soltavam.
No Valado, o ferreiro preparava os aros que eram colocados nas vasilhas do vinho, compunha algumas alfaias como enxadas e pás, fazia e aplicava os aros que iam circundar as rodas em madeira dos carros das vacas e carroças.
O Valado mudou e...o ferreiro "desapareceu"!

Hélio Matias

domingo, 24 de julho de 2016

Alcobaça...Parque da Gafa

Ao fundo desta alameda fica o chalé onde está a 
Câmara Municipal instalada

Esta é uma imagem de Alcobaça que somente a idade e a nostalgia podem reavivar!
Estamos perante a avenida /alameda que nos leva até ao palacete onde hoje está instalada a Câmara Municipal.
Não há trânsito, as pessoas deambulam entre bancos de jardim debaixo de frondosos plátanos e...os gansos passeiam-se com segurança e sem guardador num ambiente sereno e bucólico.
Sem sabermos, e se calhar sem ninguém nada nos perguntar, a Gafa...está diferente!
Numa revisita a este espaço, encontraremos uma estrada provavelmente congestionada de carros, onde estão os gansos há uma paragem de carros de aluguer e a envolvente está irreconhecível!
Concluindo, adeus bancos de jardim, adeus gansos, adeus pacatez duma conversa entre amigos!...
Ficaram os plátanos!
Viva o Séc XXI, abaixo tudo o que apesar de...poderia continuar!
Como diria o Dr. José Gil...é a vida!

Lago junto ao café-esplanada...ainda existe

Poderá ser o espaço junto ao lago e integrado hoje num 
parque infantil?!

Hélio Matias

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Os lobos ensinam


O exemplo dos Lobos:Os 3 primeiros são os mais velhos ou os doentes e marcam o ritmo do grupo. Eles são seguidos pelos 5 mais fortes que os defenderão em um ataque surpresa. No centro seguem os demais membros da alcateia, e no final do grupo seguem os outros 5 mais fortes que protegerão o grupo.Em último, sozinho, segue o lobo "alpha",o líder. Em resumo, a alcateia segue ao ritmo dos anciãos e sob o comando do líder que impõe o espírito de grupo não deixando ninguém para trás."O verdadeiro sentido da vida, não é chegar primeiro, mas chegar todos juntos ao mesmo destino".

Marco Aurélio Wiliczinski

 

Hélio Matias

Rosácea Catedral de Chartres

 Rosácea da catedral de Chartres, França

A arquitectura, a arte, o ambiente, a sociedade medieval auxiliam os fiéis a terem, por assim dizer, “saudades” do Céu - a partir das suas realizações, elas elevam as almas para algo de celestial.
A Igreja apresentava-se habitualmente com uma aparência do Céu na Terra, de tal modo  que a pessoa, ao analisá-la e contemplá-la, sentia-se convidada para ingressar numa espécie de Céu da alma nesta Terra.
Tudo quanto é medieval, e que se orienta nessa linha, é impregnada disso: uma sociedade que, mesmo nos seus aspectos temporais, apresenta "algo de celeste na Terra", como uma ogiva, um vitral, uma torre de um castelo, uma batalha, uma armadura de cavaleiro... causam-nos essa impressão!

 in Plinio Corrêa de Oliveira, “Catolicism"

Hélio Matias

A Querida Escola


No dia 21 Junho 1959, foram solenemente inauguradas as Escolas Novas.
O edifício fazendo parte dum plano de construções que o governo definiu, mostrava na época a "fisionomia" que ainda hoje se observa...salvo a parte de trás onde entretanto foram feitas algumas adaptações.
É uma construção de aspecto sólido, a que foi acrescentado na fachada da frente um espaço como recreio com umas árvores e...vedado com rede!
Hoje uma Escola apresenta-se quase sempre vedada com rede de arame, lembrando muitas vezes um espaço...de reclusão.
Todas as crianças, há umas décadas, iam e vinham da Escola sozinhas...o recreio era aberto para a rua ou a própria rua...como é diferente o tempo de hoje!
Esta Escola não reabriu as portas, foi substituída por um moderno Centro Escolar.
Qual o fim destinado a este vetusto edifício?
Não sei se alguém já saberá, mas espero que o seu reaproveitamento seja...útil e condigno!



                                                                    Hélio Matias