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Painéis de azulejos da Nazaré e Alcobaça na Estação Caminho de Ferro e praça principal, do Valado dos Frades!

domingo, 2 de abril de 2017

Morte do alguidar


Poderíamos hoje falar na "morte do alguidar"...na justa medida em que dificilmente o encontraremos, após a "explosão" dos plásticos!
Era um utensílio muito útil e não havia casa que não dispusesse de um.
O alguidar, de barro vermelho, era duma utilidade doméstica a toda a prova, era nele que se colocava a massa a levedar para fazer o pão, era para o alguidar que se cortavam as carnes quando se desmanchava o porco depois da matança, era no alguidar que se deixava a carne cortada para as choiriças a "curtir", era no alguidar que se lavava a louça do dia a dia, era no alguidar que se recebia a água da chuva que escorria do beirado, era no alguidar que se lavava alguma roupa mais frágil, era no alguidar que se dava banho aos bebés, e sei lá eu (como diz uma das minhas netas) para que mais serviria o alguidar!
Sem dúvida que estava sempre presente.
E quando por um descuido o alguidar se partia, lá vinha o "amola tesouras - conserta chapéus de chuva - conserta alguidares", que com uma técnica muito própria colocava uns "gatos" que permitiam vedá-lo tanto quanto possível e dar-lhe mais uns tempos de "vida".
Hoje temos os plásticos...quem tem um alguidar?!

Hélio Matias