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Painéis de azulejos da Nazaré e Alcobaça na Estação Caminho de Ferro e praça principal, do Valado dos Frades!

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Más leis e tirania


Todos percebermos que a mais gritante das tiranias, pode "sair" de dentro da  incompetência humana!

in Público


Hélio Matias

Morrer na praia...Nazaré

Barco regressando da pesca com alguma turbulência

Sem o Porto de Abrigo entrar e encalhar na enseada da Nazaré, nem sempre era "pacífico"!
Os pescadores da Nazaré eram "sábios", conheciam os "cantos ao mar" mas nem tudo conseguiam controlar!
Muitos naufrágios de consequências por vezes devastadoras se deram precisamente já bem perto do areal...daí a expressão "morrer na praia".
Inúmeras vezes...o mar lhes foi "cão"!

Regresso mais calmo e feliz


Hélio Matias

terça-feira, 30 de maio de 2017

Sabe que é um actor de teatro?!...


Hélio Matias

Ballet das Cenouras...Valado


Foi o Valado por muitos anos um grande produtor nacional de cenouras.
Foi um período a que poderíamos chamar de..."El Dourado"!
Arrancaram-se pinhais para disponibilizar novos terrenos, mudaram-se as tecnologias, procuraram-se novos mercados!
A cenoura destronou por completo as outras espécies agrícolas que ficaram como "residuais"!
Depois...também as cenouras desapareceram.
A imagem de hoje deixa antever uma alegoria que poderemos considerar bem enquadrada no momento eufórico que se viveu!
As cenouras...serviram para tudo!

Lavagem de cenouras no rio da Areia...década 1960

Imagem Amável Lopes

Hélio Matias

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Porque pedimos uma BICA?!




Na primeira Pastelaria que abriu em Lisboa “A Brasileira”, as pessoas não estavam habituadas a beber café, e pensavam que este era para beber tal qual como era servido, (ou seja sem açúcar). Como era de imaginar, as pessoas não gostavam do sabor.
O responsável do estabelecimento para avisar as pessoas escreveu um cartaz
Beba Isto Com Açúcar (é o que está escrito no cartaz do nosso lado esquerdo).
As pessoas habituaram-se e começaram a chamar o café de BICA pois eram as iniciais do cartaz.

Hélio Matias

Pedinte...em 1893





A 6 de Setembro de 1893, a Junta de Freguesia reunia para discutir diversos assuntos de interesse para o Valado, mas um houve que parece ter dominado as atenções - tratar da exoneração do Pedinte.
A fotografia mostra a Acta da Reunião da Junta
Curiosamente o tema da proposta prendia-se com a exoneração do cargo, por o individuo em questão não desempenhar de forma cabal o cargo para que tinha sido escolhido.
Posta esta proposta à votação, foi a mesma aprovada por maioria e daí ter-se passado à publicitação do acto em edital.
Não consegui saber quais as funções e âmbito das mesmas, do Pedinte.
Seria certamente alguém que na freguesia pedia para a igreja ou para a própria Junta.
Esfumou-se no tempo a concretização de saber o verdadeiro significado.
Aprouvera que este blog contribuísse para o esclarecimento de todos nós.
Quem sabe!?




                                                                 Clique na imagem da Acta para conseguir ler

Hélio Matias
 

domingo, 28 de maio de 2017

Conta e tempo...trocadilho

Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta.
Mas, como dar, sem tempo, tanta conta,
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?
Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado, e não fiz conta.
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero fazer conta, e não há tempo.
Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em fazer conta!
Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar, de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo...
Soneto, obra-prima do trocadilho, escrito no século XVII por Frei António das Chagas (António Fonseca Soares).

Hélio Matias 

Nazaré...praia de Pescadores

Capa do "panfleto"

Em data que não sei precisar, a Comissão Municipal de Turismo da Nazaré, emitiu e distribuiu este apelativo/desdobrável panfleto impresso em Português/Francês/Inglês.
Profusamente ilustrado, de imagens a propósito e bastante elucidativas, num papel "forte", mesmo sabendo que terá algumas décadas, é um documento de muito interesse e grande valor.
Com a disponibilidade de meios que hoje possuímos, julgo que tudo ultrapassaria o agora mostrado...com excepção do bom gosto.
...Dá prazer manusear este "panfleto turístico"...do qual só mostro metade!

Texto em Português




Hélio Matias

sábado, 27 de maio de 2017

Bilha e Cantareira


Durante décadas a bilha ou cântaro foi duma utilidade notável nos lares Valadenses.
Não havia água distribuída ao domicilio, daí que para ter este bem essencial era necessário alguém deslocar-se a um poço...ou a uma fonte...encher a bilha e trazê-la, enfiada no braço ou à cabeça para casa.
Aqui era colocada geralmente num móvel que existia na cozinha que para além de prateleiras para guardar os pratos, copos e travessas, tinha também um espaço com rebordo recortado...onde se colocavam as bilhas, e assim facilitava o enchimento de copos ...chocolateiras...etc.
Este móvel era conhecido por cantareira, percebe-se porquê.
Hoje já não há cantareiras nem bilhas...viva a água canalizada!

A cantareira, móvel de louça na cozinha

http://gaivota-mareterra.blogspot.pt


Hélio Matias

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Milagre da N. S. da Nazaré e...carro de praça


 


Este painel de azulejo está na rua Prof. Arlindo Varela nº 107.
A iconografia geralmente colocada sob a forma de azulejos nas casas, transmite quase sempre um simples elemento pictórico ou uma evocação de carácter religiosa, por simpatia, por espírito protector...
Apetece colocar uma pergunta como prova de charada...Quem mora aqui?!
...Este painel está numa casa onde morou durante anos o proprietário dum carro de aluguer, modernamente um "taxi".
Percebe-se agora a N. S. da Nazaré para...a protecção invocada!

Hélio Matias


quinta-feira, 25 de maio de 2017

Carro dos seus sonhos...pelo preço!


Em plena década de 1920, ter um automóvel era um "luxo", só ao alcance de poucos em Portugal!
Mas vale a pena olhar não tanto para as imagens dos modelos, mas antes para o seu respectivo custo, em que se transformarmos o preço de então nos € de agora, cada carro ou camioneta novos, custaria cerca de...125 € !!!!!!!!
...Que comentário?!


Hélio Matias

Alcobaça...Antes e Agora

 Imagem de 1904

Eis uma viagem no tempo...aproveitando o que o tempo nos disponibiliza!
Estas são imagens da principal rua de Alcobaça...Rua de Santo António...Rua Alexandre Herculano ou...Rua das Lojas (como eufemisticamente é mais conhecida)!
Qualquer denominação serve.
Mas pelas imagens conseguimos "ler" o tempo e a sua evolução: o traçado da rua é imutável...os prédios mantêm-se quase inalterados, mas...o movimento parece ter subido e decrescido!
Alcobaça como a grande maioria das localidades estará a "sofrer" dum momento menos próspero, mas o que resumirei é que há cerca de 110 anos, ainda sem automóveis, os responsáveis tiveram maior "visão" ou...eram mais interessados!
Fruto dum tempo serôdio...que atravessamos! 

Cerca de 1940

Hoje

Hélio Matias


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Carros de Praça - Alcobaça


Os Carros de Praça, são os antecessores daquilo que hoje chamamos Taxis.
É evidente que retirando as grandes cidades como Lisboa, Porto e pouco mais, não haveria muitas localidades que dispusessem deste serviço.
Alcobaça é de facto uma excepção.
Em 1919, a empresa "Campos & Campos" anunciava os automóveis da marca "Berliet" e em 1923 reconstruía a "Garagem Campos", cujos proprietários mantinham uma extensa frota de Carros de Praça na Rua Frei António Brandão.
É interessante a frota toda alinhada numa perspectiva de Alcobaça...não muito distinta da que hoje conhecemos.
...Só faltam...os Carros de Praça!


A mesma imagem, com o enquadramento do Mosteiro


Sampaio, Jorge Pereira de e Pereira, Luís Peres - 100 Anos de Comércio em Alcobaça 
Sampaio, Jorge Pereira de e Pereira, Luís Peres - Alcobaça um século em imagens

Hélio Matias

terça-feira, 23 de maio de 2017

O burro no Valado

Burro com ceirões e...os filhos lá dentro

O burro sempre foi de grande utilidade na vida rural do Valado, mas eram mais as mulheres que no quotidiano dele se "serviam"!
Era fundamentalmente um transporte utilizado desde o levar a roupa para lavar no rio...à utilização dos ceirões que levavam os filhos dentro quando se tinha de deslocar para o campo...até por exemplo, suportar um apetrecho que servia de transporte a lenha ou aguilhota, para vender nos mercados.
...E era sempre a mulher que estava "indigitada" para estas actividades!

Burro com as cangarras...próprias para levar lenha

Hélio Matias

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Inteligência dum governante


Qual a sua opinião?
Parece-me que o Maquiavel já tinha alguma "leitura" sobre o assunto!...

Hélio Matias

Túmulos D. Pedro e D. Inês

O Valado tem por séculos uma ligação umbilical a Alcobaça, melhor será dizer que desde sempre dela dependeu...até na sua génese.
De facto, não fora os Monges de Cister terem participado activamente no desbravar das terras...terem implantado uma granja que evoluiu para uma "escola agrícola" e...o Valado teria surgido muito mais tarde.
Mas desde que se fixaram no Mosteiro definiram que os "termos" deste se estendiam até ao Rio dos Moinhos...englobando pois esta aldeia rural.
Historicamente, foi sempre em Alcobaça que os Valadenses venderam os seus produtos agrícolas...compraram as alfaias e tudo o que para a agricultura precisavam...foi na feira de gado de Alcobaça que compravam e vendiam os animais...etc, etc.
Razões que me parecem sobejar para este blog poder dedicar alguma atenção a uma terra com a qual tanto temos a ver!
E começo precisamente por um ícone intemporal..."o amor de Pedro e Inês"!
Os túmulos são de estilo gótico e feitos em calcário.
A localização primitiva era lado a lado, estando hoje colocados no transcepto da Igreja, mas frente a frente, de tal modo a que quando ressuscitarem se levantem e vejam um ao outro.
A "maior" prova de amor!
No túmulo de D. Inês os temas representados são: nos frontais, a Infância e a Paixão de Cristo e, nos faciais, o Calvário e o Juízo Final. Salienta-se um dos faciais, que representa o Juízo Final...pensa-se que D. Pedro, com a representação desta cena dramática da religião cristã, quis mostrar a todos (inclusive a seu pai e aos assassinos) que ele e Inês tinham um lugar no Paraíso e que quem os fizera sofrer tanto podia ter a certeza que iria entrar pela bocarra de Levitão representada no canto inferior direito do facial. Em baixo estão representados os mortos que se levantam das suas sepulturas para serem julgados.
No túmulo de D. Pedro nas faces estão representadas: nos frontais, a Infância e o Martírio de S. Bartolomeu e, nos faciais, a Roda da Vida e a da Fortuna e ainda a Boa Morte de D. Pedro.
A Roda da Vida possui 12 edículas com os momentos da vida amorosa e trágica de D. Pedro e de D. Inês.
Está pois justificada esta união Valado-Alcobaça...até ao fim do mundo!

Hélio Matias



domingo, 21 de maio de 2017

Nazarenos vistos por Abílio Mattos e Silva


Abílio de Mattos Silva - conhecido simplesmente por Abílio - nasceu no Sardoal, em 1908. Fixou-se na Nazaré em 1931, onde permaneceu até 1931.
Datam deste período as obras mais antigas que se lhe conhecem, quando a pintura começa a manifestar-se de forma mais assídua. A isto não será alheio o seu convívio com os pintores portugueses e estrangeiros que, tal como Abílio, sentiam profunda sedução pela Nazaré.
Apesar de, a partir de 1936, passar a residir em Lisboa, Abílio continua a pintar os seus fascínios: a Nazaré, naturalmente, e Óbidos, cuja paisagem desenha e pinta durante longos anos.
Em Lisboa, participa em várias exposições colectivas e colabora na revista “Presença” (na época dirigida por José Régio) e noutras publicações. Como grafista, executa numerosos trabalhos para o Estado. Mas é com a peça de teatro “Tá-Mar”, de Alfredo Cortez, que inicia uma longa e notável carreira como cenógrafo e figurinista, com intensa produção no domínio do bailado, da ópera e da dramaturgia. Foi director de cena do Teatro de S. Carlos, onde levou a efeito algumas das suas mais importantes realizações. Foi também ilustrador e designer, tendo sido condecorado pelo trabalho desenvolvido em exposições organizadas no estrangeiro.
Saavedra Machado, antigo director do Museu da Nazaré (instituição a que Abílio doou parte da sua obra), escreveu sobre a paixão do artista pela Nazaré, que retratou em pinturas e desenhos inigualáveis. «Quem demore o seu olhar sobre os óleos, os guaches e os desenhos de Abílio, vê o concreto da paisagem, do casario, dos barcos, dos pescadores em terra e no mar, os seus dramas, as gentes nazarenas pousadas no velho burgo do litoral […]. Seguro de uma técnica que porta com brilho, Abílio foi um artista de raiz com algo de lirismo, que dá à sua obra grande originalidade, deixando transparecer a maneira como a Nazaré teve neste artista um eterno enamorado […]».
A sua passagem pela Nazaré e a particularidade da cultura local impressionaram o autor e inspiraram grande parte da sua obra, evidenciando-se um estudo sobre o trajo tradicional local publicado em 1970. Assumiu um papel activo na defesa do património local, integrando a secção para a criação de um museu, da Liga dos Amigos da Nazaré. Abílio de Mattos e Silva, a 4 de Dezembro de 1955, numa reunião efectuada no Casino da Nazaré, profere uma palestra que terá contribuído para o desenvolvimento desta ideia: “Ainda estamos a tempo de tudo salvar, de tudo remediar (…) Sinto que o primeiro passo – passo para salvar a nossa Nazaré – será a criação de um Museu – um Museu de costumes da Nazaré em que todos procuremos uma lição, onde as crianças devem aprender como numa aula obrigatória, para que amanhã possam ensinar – e sigam os ensinamentos adquiridos”. Nesta oportunidade, apresentou um esboço e um plano para a estruturação do futuro museu.
Em 1986, dando cumprimento à vontade de seu marido, Maria José Salavisa doa ao Museu Dr. Joaquim Manso um importante conjunto de pinturas de temática nazarena.
Há medida que o tempo decorre, parece-nos que o "movimento" que se esperou contribuísse para um grande enriquecimento cultural da Nazaré...definhou!
A Nazaré possui desde décadas dum potencial e capacidade invejáveis, mas no aspecto cultural lembra o atleta que "ficou nas covas"!
Esperemos que seja ...uma "nuvem passageira"!






Gonçalves, Alda Sales Machado - A Nazaré no Bilhete Postal Ilustrado (1ª Metade do século XX)
http://www.cm-sardoal.pt/

Hélio Matias

sábado, 20 de maio de 2017

Pense nisto...vale a reflexão



Hélio Matias

Mulher do Valado com vestido Domingueiro


Esta é uma Valadense em dia especial, imagem que é dos primeiros 50 anos do século passado.
A mulher do Valado desde sempre repartiu a vida  entre a "administração" da sua casa e...uma preciosa ajuda nos trabalhos do campo.
Claro que os mais violentos estavam destinados ao homem, mas desde ir ao rio lavar "cargos" de roupa...ajudar nas sachas...ir ao pinhal e colaborar na apanha duma carrada de aguilhota...pouco tempo lhe sobraria para o seu dia a dia doméstico, mas tinha de o fazer!
Quando chegava ao Domingo para ir à missa, dia de festa ou ter de se deslocar a Alcobaça ou Nazaré, aprimorava o seu trajar e os pés "viam" finalmente umas sandálias ou tamancos.
A imagem de hoje recorda precisamente esta mulher.
É um tempo...desaparecido!

Hélio Matias


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Brinquedos de sempre










Penso não valer a pena um texto para revivermos as memórias que da meninice trouxemos...certamente nem todos!
Mas vale a revisitação da quadra dessa idade, e que dum  ou outro modo...todos passámos por ela!

http://blogillustratus.blogspot.pt.
www.pinterest.com.

Hélio Matias